Entre as sobrancelhas, ligeiramente acima do ponto central da testa. É o centro da intuição, clareza mental, percepção, sabedoria e visão espiritual. Permite enxergar além da superfície e compreender as verdades mais profundas sobre nós e o mundo.
Responsável pela lógica, através dele produzimos formas de pensamentos e desenvolvemos a mente impessoal, que não julga e que distingue entre pensamentos motivados por crenças e medos ou pela sabedoria natural e inata.
Quando está aberto, permite uma. conexão mais estreita com a visão interior e a capacidade de tomar decisões conscientes. A energia desse chakra é da luz – clareza mental e espiritual.
Localização: Entre as sobrancelhas
Cor: Azul Anil
Elemento: Todos
Mantra: Om
Glândula: Pineal
A glândula Pineal está localizada no centro do cérebro, entre dois hemisférios, atras da testa. Possui a função fisiológica de produzir o hormônio melatonina, responsável pela regulação do ciclo de sono e vigília (ritmo circadiano), e a processos relacionados à percepção da luz e escuridão, sendo altamente sensível à luz.
Considerada a porta de entrada da alma ou o olho espiritual, é associada à intuição, percepção extra-sensorial, clarividência, e à capacidade de acessar planos mais sutis de consciência.
Algumas tradições entendem que a glândula pineal seja um ponto de conexão com a sabedoria interior e a consciência superior.
Hindu - Vedanta - Yoga: A glândula pineal é vista como o correlato físico do terceiro olho, considerado o centro da visão espiritual e do despertar da kundalini. Utiliza a meditação, pranayama e dhyana para ativar o centro energético.
Budismo: A glândula pineal é o “olho da mente” ou a clareza da percepção interior. Utiliza a meditação profunda e visualizações tântricas, trabalha com centros energéticos similares aos chakras, incluindo o "chakra da sabedoria" entre as sobrancelhas.
Esoterismo: A pineal é o olho espiritual atrofiado e pode ser reativado com práticas espirituais. É o órgão da percepção psíquica, conecta o ser com outras dimensões da realidade.
Cristianismo Místico: Místicos cristãos escreveram sobre um “olho da alma” ou um ponto interno de comunhão com Deus.
Gnosticismo: O corpo humano possui portais ocultos para a divindade, e a pineal é uma desse portais.
Filosofia de René Descartes: A pineal é a sede da alma, o ponto onde a mente e o corpo se comunicam. Ligando a pineal com o autoconhecimento e a transcendência.
Xamanismo: Muitas tradições xamânicas como as tribos da Amazônia e as nativas americanas citam o olho espiritual ou portal interno, ativado em estados alterados de consciência. O uso de plantas enteógenas como a ayahuasca, psilocibina e DMT, ligado à ativação da pineal, abrindo o canal com o mundo espiritual.
Símbolo: lótus de 2 pétalas.
Pedras:
Ametista – Estimula a intuição, acalma a mente e favorece a conexão espiritual.
Lápis-lazúli – Potencializa a sabedoria interior, a verdade e a clareza mental.
Sodalita – Ajuda na clareza de pensamentos e facilita a meditação profunda.
Azurita – Estimula habilidades psíquicas e promove o insight espiritual.
Fluorita (principalmente a roxa) – Aumenta o foco mental, a percepção e a organização dos pensamentos.
Iolita – Estimula a visão interior e é usada para aprofundar estados meditativos.
Labradorita – Pedra da transformação, intensifica a intuição e protege contra energias negativas.
Segundo Dahlke, tanto na medicina psicossomática quanto na espiritualidade, os distúrbios relacionados ao 6º chakra, estão associados principalmente a visão (física e simbólica), intuição, clareza mental, e a capacidade de enxergar além das aparências.
Distúrbios Psicossomáticos
Problemas Oculares:
Miopia: dificuldade de ver longe, simboliza o medo do futuro ou a recusa em enxergar as possibilidades à frente.
Hipermetropia: dificuldade de ver de perto, indica a dificuldade de estar no presente ou de lidar com situações próximas e íntimas.
Glaucoma: Reflete a dor emocional profunda não expressada ou acumulada.
Catarata: visão turva, representa a recusa em “ver a verdade” ou resistência ao envelhecimento e mudanças naturais da vida.
Cefaleias e enxaquecas: sobrecarga de racionalidade, controle e dificuldade em confiar na intuição.
Distúrbios do sono e sonhos: Insônia ou sonhos perturbadores indicam desequilíbrio entre o consciente e o inconsciente, dificuldade de se enxergar.
Distúrbios neurológicos leves: Tonturas e confusão mental simbolizam o conflito entre lógica e intuição ou dificuldade de integrar pensamentos e sentimentos.
Dores de cabeça, enxaquecas, sinusite, dificuldades cognitivas e falta de concentração.
Em nível mais simbólico, Dahlke associou problemas com a glândula pineal à capacidade de percepção além do mundo material (intuição, mediunidade, visão interior), visão limitada ou distorcida da realidade, excesso de racionalidade, falta de clareza de propósito ou direção e medo de enxergar verdades profundas sobre si mesmo ou do mundo.
Em desequilíbrio:
Excesso de energia (Yang): A pessoa torna-se excessivamente racional, desconectada da intuição ou obcecada por controle.
Falta de energia (Yin): Dificuldade em tomar decisões, falta de clareza mental e sensação de estagnação espiritual.
Pode ocasionar em insegurança, indecisão, falta de clareza mental, negatividade, fragilidade emocional e mental, instabilidade, dores de cabeça e sinusite.
Em equilíbrio: Favorece a criatividade e a imaginação, além da busca pelo melhor caminho e respostas para os desafios. Desenvolve a capacidade de liderar um grupo ou uma equipe, pois desenvolve total confiança em estratégias e raciocínio, o que passa coerência e precisão nas orientações.



