terça-feira, janeiro 14, 2025

EXPERIÊNCIA NA ÁREA ODONTOLÓGICA: A MACONHA E O PRÓPOLIS MANTENDO A FURCA SAUDÁVEL



Esse artigo é o relato de uma experiência pessoal utilizando a visão multidisciplinar e multidimensional no tratamento da furca.


Para melhor compreensão da experiência, retornemos no tempo sobre a cura e os curandeiros:


A história da medicina teve início há milhares de anos, com origem em rituais e magias que tinham como objetivo afastar as doenças.


A arte de curar é uma prática antiga, e em constante evolução.


O misticismo perdeu espaço para o olhar científico, mas as influências do passado estão presentes até hoje. 


Um exemplo é o símbolo da medicina, o bastão de Esculápio, que é representado por uma serpente enrolada em um cajado.


"O Bastão de Esculápio

Essa representação remete a Asclépio, o deus grego da medicina, cujo nome em latim é Esculápio., e possuía crença em cultos mágicos, usando a serpente, símbolo de poder no mundo dos mortos, para lamber ferimentos.


O símbolo representa a árvore da vida (cajado) e o elo entre o conhecido e o desconhecido (serpente). Sua semelhança com o caduceu de Hermes, símbolo comercial em que duas serpentes se enrolam em torno de um bastão com asas, é até hoje motivo de confusão.


No Brasil, o bastão de Esculápio prevalece, mas o caduceu de Hermes ou sua versão estilizada sem as asas também podem ser vistos."


Voltemos à medicina mágica e religiosa, com raízes nas culturas da antiguidade, em sistemas que se baseavam na magia e na religião: 

Na Babilônia, os primeiros médicos eram sacerdotes. Eles tratavam principalmente transtornos mentais, que eram atribuídos à possessão por demônios e curados com rituais religiosos. A contribuição desses curadores para a medicina foi enorme, uma vez que eles descreveram em detalhes diversas doenças e descobriram muitos princípios médicos.


Os Egípicios foram influenciados pelo misticismo do Oriente e pelo contato com a natureza trazido da África. O destaque a cerca de 2.850 anos a.C.  foi Imhotep, o primeiro médico conhecido pelo nome. Em um dos papiros médicos mais importantes, são descritos ferimentos e tratamentos cirúrgicos, abandonando um pouco a veia religiosa.


Já os Hebreus, acreditavam que um único Deus era responsável pela saúde e pela doença. Assim, os médicos tinham como função principal supervisionar as regras de higiene social. O vasto conhecimento anatômico desse povo veio da dissecação de animais sacrificados.


A medicina Hindus, no extremo oriente era baseada na luta entre as forças de destruição (Shiva) e restauração (Vishnu). As práticas médicas não eram dissociadas dos rituais de encantamento, uma vez que os hindus também acreditavam na possessão demoníaca. Muitos efeitos da idade, doença e morte foram descobertos por esse povo.


Os Gregos abandonaram os rituais mágicos, pois os sacerdotes não dominavam o cotidiano do povo. Junte-se o contato com nações vizinhas, motivando estudos filosóficos na busca por explicações racionais para tudo, inclusive para as doenças.


Assim surge Pitágoras, o responsável pelo desenvolvimento da medicina humoral, o desequilíbrio entre os 4 humores do corpo: Sangue (coração), Fleuma (cérebro), Bílis amarela (fígado) e Bílis preta (baço), era a causa de diversas enfermidades. 


Essa teoria ganhou força com Hipócrates, o pai da medicina racional tradicional, enfatizando a importância do tratamento e do prognóstico. Ele pregou a separação da medicina e da filosofia, consolidando a objetividade como base da medicina até hoje praticada. 


Durante a idade Média, a medicina, na Europa mesmo com Hipócrates, sofre um revés, as doenças voltam a serem atribuídas a causas divinas, e os templos tornam-se locais de curas milagrosas. Nesta mesma época,  os avanços da medicina se concentraram nos povos árabes, persas e judaicos, eles codificaram a medicina grega e incorporaram escritos egípcios e ideias indianas para gerar conhecimentos, tais como:

distinção entre a varíola e o sarampo;

reconhecimento das reações alérgicas;

percepção da febre como forma de o corpo combater doenças;

descoberta da natureza contagiosa das doenças infecciosas;

identificação da circulação do sangue pelos pulmões;

ênfase da experiência sobre a doutrina.


No Renascimento a medicina moderna começa na Europa, descartando a visão tradicional, baseada na ordem divina que justificava as doenças, os tratamentos passam a ser determinados por observações, experimentos e conclusões embasadas pela pesquisa científica.


Na bifurcação desta trajetória caminha a visão integrativa, multidisciplinar, multidimensional e vibracional. 


A Furca 

A Furca é a região entre as raízes do dente. Está presente em dentes com duas ou mais raízes, formando uma espécie de “Y” invertido. Essa condição ocorre nos dentes pré-molares e molares com mais de uma raiz. 


A lesão surge, quando há perda do preenchimento de osso na região entre as raízes, deixando o local exposto e suscetível ao acúmulo de bactérias.


Pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo traumas, cárie dentária profunda, doença periodontal avançada e outros problemas de saúde bucal.


Os sintomas podem incluir dor, sensibilidade, inflamação, sangramento gengival e infecção. 

A lesão de furca é classificada em três graus;

Grau I: quando existe uma perda inicial de osso, suficiente para prender a sonda exploratória.

Grau II: perda moderada de osso, permitindo que a sonda além de prender, penetre mais profundamente na região.

Grau III: perda avançada de osso, permitindo que a sonda atravesse completamente a região entre as raízes. Pode ser possível em muitos casos perceber um “buraco” no meio dente, podendo ser confundido com uma cárie.



A Psicossomática e as Infecções:

A maioria dos sintomas agudos são inflamações, que nada mais é do que uma guerra no interior do corpo. Se o corpo vencer os agentes ele vive, caso contrário ele morre. 


Os conflitos pouco se importam se temos ou não conhecimento de sua existência, eles simplesmente existem. 


Os que não estão dispostos a elaborar e trabalhar no sentido de resolvê-los pouco a pouco, sofrem sua precipitação para forma física onde se tornam visíveis através das inflamações. Compreendemos que: Qualquer infecção é um conflito que se manifestou em forma física. Evitar o conflito no nível psíquico faz com que ele apareça no nível físico na forma de inflamação.  


No campo bélico psicológico, quando nenhuma parte consegue resolver o conflito a seu favor, o resultado é um acordo entre bacilos e as forças de resistência: Os bacilos continuam no corpo sem vencer de fato (morte), mas também sem serem vencidos por completo (cura no sentido de uma recuperação integral, originando a doença crônica. Fica-se preso no conflito sem ânimo nem coragem para forçar uma decisão. Toda decisão representa um sacrifício e infunde medo, causando enrijecimento. Qualquer decisão liberta, o conflito demorado, torna—se crônica e rouba energia, que do ponto de vista psíquico resulta na falta de vontade, desejo e chega a resignação. Mas se libertarmos a energia será mobilizada. 


As inflamações representam um esclarecimento agudo, ou seja rápido e imediato dos problemas, o que provoca a expulsão das toxinas do corpo através da supuração.



Os Dentes

Dentes ruins e doentes são indícios de que a pessoa não consegue demonstrar muito bem sua agressividade ou encontra dificuldade em se impor. Eles representam o dinamismo agressivo e a habilidade para enfrentar a vida (abrir caminho abocanhando o que interessa).


Os dentes também revelam o estado de nossa vitalidade ou energia vital. Na verdade, agressividade e vitalidade são apenas dois aspectos distintos de uma e mesma força, embora os dois conceitos despertem em nós associações bastante diversas.


A gengiva é a base dos dentes, é onde estão fixados.


Analogamente, representa o alicerce da vitalidade, da agressividade, da confiança primordial e da auto-segurança.


O sangue é o símbolo da vida, assim, uma gengiva que sangra com facilidade mostra, de forma bastante óbvia que a autoconfiança corre risco de escoar e perder-se, mesmo diante da mínima exigência à nossa vitalidade.


O Própolis

O própolis devido sua ação antimicrobiana, anti-inflamatória e antioxidante, fortalece o sistema imunológico contra infecções, por esse motivo, tem sido recomendado para ajudar no tratamento de infecções na garganta e amigdalite; sua resina é indicada para tratar problemas respiratórios, como gripes, sinusites e resfriados; acelera a cicatrização de feridas e queimaduras (acelera o crescimento de novas células saudáveis) atuando sobre lesões de pele impedindo o crescimento e a ação de bactérias, leveduras e fungos; ajuda no tratamento do herpes, na diminuição dos sintomas e na cura mais rápida da ferida labial e genital, a utilização do creme de própolis ajuda na proteção do corpo contra futuras lesões; na cura das aftas e gengivites devido as propriedades antimicrobianas, utilizar por via oral, combate as aftas e previne que surjam, o mesmo ocorre na  inflamação da gengiva, onde o própolis usado em gel ou no enxágue previne e reduz os sinais da doença além de auxiliar no mau hálito;   por ser imunomodulador, possui efeito anticancerígeno, aumentando a atividade dos anticorpos, reduzindo a chance das células se tornarem cancerosas e impedindo sua multiplicação; pela capacidade de modelar as atividades enzimáticas é uma alternativa no tratamento da infecção por Helicobacter pylori(H.pylori), aliviando os sintomas de gastrite, úlcera séptica e alguns tipos de câncer; acelera a cicatrização de feridas nos pés das pessoas com diabetes. 


Quando comparado à ação anti-inflamatória da Dexametasona, o própolis apresentou melhores resultados no tratamento de feridas cirúrgicas da boca. 

No Herpes, o própolis sozinho vem apresentando resultados, se aplicado de 3 a 4 vezes ao dia sobre a ferida, apresentando tempo de cura mais eficiente do que outras substâncias, como o Aciclovir, que é normalmente indicado no tratamento do herpes.

Alguns estudos indicam que o uso do própolis como tratamento complementar do câncer de mama é bastante eficaz.


Aplicação do Própolis:

Pode ser usado diretamente sobre a pele, na água para fazer inalações com o vapor, para gargarejo, ou pode ser tomado puro ou diluído em água, sucos ou chás.


Apresentação:

O própolis puro é a resina desidratada e moída em flocos. Essa forma é  difícil de ser encontrada, mas é comercializada em lojas de produtos naturais ou diretamente com os produtores, pode ser consumida em sucos ou iogurte. 


É apresentado também na forma de cremes, pomadas e loções. 


Para ingestão, é encontrado na forma de comprimidos, extrato líquido, alcóolico ou não, cápsulas e também em alimentos funcionais e cosméticos.


É comercializado em diversas concentrações e não existem estudos sobre a posologia. Neste quesito, assemelha-se a maconha, como um tratamento personalíssimo.


A ingestão de própolis recomendada pelos fabricantes geralmente varia entre 15 a 30 gotas por dia.


No entanto, é aconselhado consultar profissional especializado em seu uso. 


Possíveis Efeitos Colaterais:

O principal efeito colateral que pode ocorrer com o uso do própolis é a reação alérgica que causa sintomas como inchaço, vermelhidão, coceira ou urticária na pele.



A Maconha:

O THC é a molécula mais psicoativa da cannabis, atua como relaxante muscular e anti-inflamatório. Dentre os benefícios, produz efeito anticonvulsivo, anti-inflamatório, antidepressivo e anti-hipertensivo. Além de ser usado também como analgésico e no tratamento para aumentar o apetite


Propriedades analgésicas - pode ser usado para reduzir a dor e ajudar em cuidados paliativos para pacientes com câncer. 

Propriedades anti-inflamatórias - pode ser usado para tratar doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide e a doença de Crohn. 

Alívio da espasticidade muscular, reduzindo a inflamação e a atividade motora excessiva. 

Controle de convulsões em pessoas com epilepsia refratária a outros tratamentos. 

Redução de sintomas da depressão, ajudando a melhorar o humor, o sono e o apetite. 


Redução de sintomas do câncer como náuseas e vômitos, comuns em pessoas submetidas à quimioterapia. 

O CBD é uma substância presente na maconha e possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, tem ação ansiolítica, diminuindo a ansiedade, antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antipirética e age nos distúrbios do sono. Ajuda no alívio das dores crônicas, artrites, dores musculares e dores neuropáticas. 

Ajuda a reduzir os sentimentos de ansiedade e stress.

Melhora a qualidade do sono, especialmente para pessoas com insônia ou distúrbio do sono.

Reduz a inflamação em condições como artrite, doença inflamatória intestinal e acne.

É benéfico em condições neurológicas, tais como: Epilepsia, esclerose múltipla, doença de Parkinson, entre outras. 


Trata náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia.


No Transtorno do Espectro Autista proporciona relaxamento

Desacelera doenças neurodegenerativas como a Esclerose Lateral Amiotrófica.


Para dormir, tomar 30 minutos antes de deitar.



O Relato:

Durante muitos anos convivi com perda óssea e gengivite, mesmo indo ao periodontista regularmente.


Cheguei a conclusão que existem profissionais que nascem com dom, sua frequência se conecta a frequência de cura, são verdadeiros curandeiros. Para o tratamento trazer resultados positivos e concretos encontrar esse profissional é necessário.


Depois de muito procurar, encontrei a profissional que possui o dom e acredita no paciente, no seu poder de escutar seu corpo e de prepararmos uma abordagem diferente para o tratamento. 


Andrea, minha periodontista, não sei se acreditou na minha pajelança,  mas como profissional integrativa me apoiou, me acompanhou e acompanha durante a minha jornada em manter o meu dente e a minha furca saudáveis. Porém com ressalvas, se dentro de 6 meses eu não conseguisse reverter o quadro e provar que o dente poderia ser salvo, a extração seria o caminho. Aceitei. 


Pensei em todas as etapas envolvidas: A extração, colocação do pino para o implante dentário, que por si só é uma agressão, os pontos, a anestesia, e tudo o que envolve. Não conseguiria passar mais uma vez por tudo isso, tenho implantes.


Revivendo mentalmente todas as etapas, decidi que iria fazer do meu jeito. Se consegui banir antiinflamatórios e antibióticos, conseguiria resolver a furca.


Comecei com um composto de maconha (THC + CBD + CBG), 1ml 4 vezes ao dia, full spectrum, colocava diretamente na furca, senti a gengiva desinchar. Mas ainda não estava satisfeita, comecei então, aplicando meia pipeta, conta-gotas de própolis, 4 vezes ao dia junto com o composto de maconha que preparei. Junto a isso, comecei com o floral de CBD, preparado por mim juntamente com os florais de Bach (Holly e Larch) para trabalhar a agressividade e a autoconfiança. 


Em dezembro de 2024, em consulta com Andrea consegui mais 6 meses com meu dente e minha furca, a extração por enquanto, está suspensa.


Continuarei meu tratamento, que é uma construção do meu eu, e Andrea seguirá com os procedimentos odontológicos de praxe monitorando a furca para que a gengiva permaneça saudável. 


A cura está ligada a nossa vontade interior, o quanto de energia iremos desprender conosco em busca do equilíbrio.


As duas técnicas são complementares e preconizam a terapia multidisciplinar, trazendo um novo paradigma para a saúde bucal.


Maiores informações odontológicas: 

http://www.instagram.com/clinicagrynbergpulitini 


Bibliografia

https://www.vetface.com.br/lesao-de-furca/


Dethlefsen, Thorwald e Dahlke, Rudiger. A DOENÇA COMO CAMINHO - Cultrix - São Paulo - 1983


https://www.tuasaude.com/extrato-de-propolis/#:~:text=O própolis é uma substância,revestimento e proteção da colmeia. Atualizado em outubro de 2024, revisão clínica :Tatiana Zanin - Nutricionista