Poucas plantas na história da humanidade desempenharam papeis tão diversos e vitais quanto a cannabis.
Registros de seu uso medicinal remontam a cerca de 2700 a.C., na China, onde já era reconhecida por suas propriedades terapêuticas.
O Imperador Vermelho, Shen Nung, catalogou a cannabis em seu tratado "Pen Ts’ao", destacando a planta entre as mais importantes para tratamentos de saúde.
Registros de 1000 d.C. mencionam o uso da cannabis para alívio de dores intensas e como anestésico em cirurgias.
No Egito, pergaminhos antigos mencionam a palavra Shemshemet ao se referir à cannabis.
O papiro de Ebers, um dos mais completos textos médicos da época, descreve a mistura da planta com mel para tratar "calor uterino".
Também era usada no tratamento do glaucoma e de inflamações, além de ser aplicada em doenças infantis, cicatrização de feridas, partos e febres.
Na medicina indiana, a planta era usada para tratar doenças digestivas, respiratórias, epilepsia e asma, conforme mencionado em escritos entre 500-600 d.C.
Com o tempo, a planta, que foi reverenciada por tantas culturas, passou a ser demonizada.
Porém, em 1963 o professor Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém, foi o pioneiro isolando os principais canabinoides da planta, como o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD).
Sua pesquisa revelou os benefícios terapêuticos da cannabis, especialmente no tratamento de epilepsia e dores crônicas.
No Brasil, o professor Elisaldo Carlini também foi pioneiro ao estudar o CBD.
Em 1980, ele publicou o estudo "Administração crônica de canabidiol a voluntários saudáveis e pacientes epilépticos", destacando os benefícios do CBD para o controle de crises convulsivas.
Fonte:
Bruno Vargas
Publicada em 23/12/2024
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