sábado, janeiro 24, 2026

OLÁ! IREI ME APRESENTAR: SOU A MACONHA - PARTE 3



COMO TRABALHAR A TERAPIA COM MACONHA:

1 - A terapia é personalíssima, a visão da individualidade biológica é respeitada, sendo o ponto central da terapia. Cada indivíduo tem grau de desequilíbrio próprio. 


Os cursos de especialização recomendam adotar o start slow e go slow, mas esquecem os principais pontos: 


1.1- Cada pessoa é um ser único e responde com doses diferentes, sendo assim, a dosagem de cada corpo varia, depende de inúmeros fatores e cada sistema endocanabinoide é único. 


1.2- O mecanismo do sistema endocanabinoide, são enzimas que  degradam os endocanabinoides, se a pessoa possuir menos enzimas terá mais endocanabinoides. 


1.3- O Sistema Endocanabinoide, nos obriga à prática do olhar diferenciado, visto ser um dos sistemas bioquímicos mais complexo e relevante do corpo. Atuando em diferentes tecidos e órgãos, modulando respostas imunológicas, na comunicação neural, na sinalização celular, entre muitos outros processos biológicos, desempenha papel importante no desenvolvimento do sistema nervoso central, na plasticidade sináptica e na resposta a danos endógenos e ambientais, ele compreende uma vasta rede de sinais químicos e receptores celulares que estão no cérebro, fundamental para homeostase.


1.4- Não existe receita de bolo, é o olhar diferenciado do profissional, sua empatia, trabalhando a escuta diferenciada em parceria direta e única com o paciente, observando, sentindo.

1.5-  Somente o paciente saberá a dosagem correta. É ele que dita a terapia, é ele que procura a cura. É o paciente e seu sistema endocanabinoide  em simbiose. 


1.6- A utilização da maconha como forma de produzir equilíbrio entre corpo, mente e espírito, promovendo a homeostase, vai além da clínica convencional, da consciência, utiliza o conhecimento ancestral, a compreensão da dualidade do ser promovendo o equilíbrio. 


1.7- O objetivo é que o paciente escute o seu próprio corpo, antes que entre em colapso.


2 - O tempo para observar o efeito, varia de pessoa para pessoa, leva-se em consideração a forma, via e dosagem. Quando ingerido via oral, o óleo faz efeito entre 30 minutos até duas horas, se inalado até 5 minutos. 


3 - É indicado ao paciente assistir o curso percursor e gratuito do  Padre Ticão, disponibilizado no YouTube através da MovReCam (Movimento pela Regulamentação da Cannabis Medicinal) e Unifesp. Onde é estimulado o plantio e a busca pela cura individual, permitindo que o paciente, escolha sua dosagem com base na própria resposta. Cada um sabe a dose que funciona em si. Democratizando o conhecimento, o acesso, a educação gratuita e  reduzindo os custos. 


4- Os óleos de CBD, além de restaurarem a homeostase sem causar euforia, não é psicoativo, apresenta a estrondosa vantagem sobre todos os outros fármacos, seus mínimos efeitos adversos: Diarreia (limpeza do organismo), boca seca (a planta se adapta melhor em lugares secos), diminuição do apetite (escolhas mais saudáveis, olha-se o alimento de outra forma), sonolência (relaxamento) e tontura (a sensação de ficar altinho com o álcool).


5- O CBD não possui efeito psicoativo, ou seja pode ser utilizado de forma segura.


6- Pode ser encontrado nas seguintes versões: óleos, cremes, gomas, cápsulas….


7- Efeitos no corpo: 

Ansiolítico; imunossupressor; anti-inflamatório; neuroprotetor antimético; sedativo; anticonvulsivo; antitumorígeno (anticancerígeno); antioxidante; antiespasmódico; antipsicótico; propriedades neuroprotetoras; auxílio na saúde cardíaca; tratamentos de pele (acne, eczema, entre outros).


8- Quadros que se beneficiam da terapia com maconha:

Transtorno de Ansiedade Generalizada; Tratamento de lesões esportivas, inchaços, hematomas, entre outros; Náuseas e vômitos, podendo ser um bom suporte para tratamentos quimioterápicos; Depressão; Autismo; Câncer, Dependência Química; Dor de cabeça; Enxaqueca; Insônia; Obesidade; Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), entre outras.


9- A Maconha está em destaque na comunidade científica, com as quebras de paradigmas preconceituosos, com ela é possível: Um tratamento multidisciplinar e integrativo, reduzir uso ou substituir medicações tradicionais que podem não surtir mais os efeitos desejados ou que estejam causando efeitos colaterais que estejam prejudicando a qualidade de vida do paciente e promover a homeostase dos sistemas.


10- Devido ao enorme potencial terapêutico, a indústria farmacêutica e seus laboratórios começaram a apresentar aos médicos a nova “moda”, não importa promover a cura do ser único e sim, manter a visão tacanha, administrar a posologia e mascarar a queixa principal. Esquecem de promover a compreensão do ser único, suas particularidades e nuances. Não explicam todo o potencial terapêutico da Maconha. Não se preocupam em promover a cura real. 


11- Como prescrever?

Primeiro o prescritor tem como obrigação se submeter ao processo da terapia com maconha. Só desta maneira ele poderá compreender todas as nuances do processo. Não é só eliminar numa dor. A Maconha é poderosa, uma panaceia, se bem prescrita as mudanças serão visíveis e concretas, sem danos colaterais.


Segundo, esquecer o formato industria farmacêutica, seus promotores e protocolos pré definidos. Isso não existe nesta terapia.


Terceiro, consultas são conversas, e é de suma importância conhecimento holístico e psicossomático. É uma nova visão do outro que se faz necessária. Saber ler sua alma, sua fala e entender que a dor é reflexo da alma. 

Quarto, não é uma terapia para qualquer pessoa acompanhar, a figura do prescritor, só existe porque o Conselho de Medicina vislumbrou um nicho junto com a industria farmacêutica. Sobre isso, Padre Ticão criou um curso sobre a Maconha e suas propriedades, fomentando a plantar nosso próprio remédio e nos tratarmos. O curso tem suas aulas disponíveis gratuitamente no YouTube através da MovReCam (Movimento pela Regulamentação da Cannabis Medicinal) e Unifesp, permitindo que o paciente, escolha sua dosagem com base na própria resposta. Democratizando o conhecimento, o acesso, a educação gratuita e reduzindo os custos. 


Quinto, por que prescrever óleo das associações? além de serem de qualidade excelente, o custo é o ,menor do mercado. R$180,00 o frasco de 30ml. Diferente dos que a industria farmacêutica sugere a prescrição. 


Sexto, Espera-se que a regulamentação no Brasil siga os passos da utilizada em Portugal, Espanha, Europa de maneira geral e EUA, onde lojas especializadas em Cannabis, possuem permissão para comercializarem o CBD, tanto em óleo quanto flor, pastilhas, balas, cremes…… diretamente a população, facilitando o acesso a qualidade de vida. A pessoa vai direto a loja e conversa com mos atendentes, todos são especialistas e informam sobre cada produto e seus efeitos, sem necessidade de consultas ou prescrições. É a pessoa promovendo a cura.


Concluindo:

Conforme CZERESNIA (2007), numa abordagem ampla, a personalidade é o temperamento e o caráter que todo ser humano possui de uma forma única, singular e particular. Representa o que o indivíduo possui de mais íntimo, sua impressão digital. É uma estrutura dinâmica integrativa e integrante, assegurando a unidade relativa e a continuidade no tempo dos conjuntos que explicam as particularidades próprias de cada indivíduo, na maneira de sentir, pensar, agir e reagir.


Somos seres únicos e uma planta única a disposição, para equilibrar o homem diante de tantos percalços na trajetória.


OLÁ! IREI ME APRESENTAR: SOU A MACONHA - PARTE 2





SOBRE O SISTEMA ENDOCANABINOIDE E O ÓLEO DE CBD - CANABIDIOL

 

Importante na regulação e equilíbrio de diversos processos fisiológicos, oferece condições naturais para que o organismo absorva as propriedades terapêuticas da Cannabis ajudando no enfrentamento das doenças ou desequilíbrios.


O sistema endocanabinoide, foi identificado pela primeira vez em 1964, através do químico Raphael Mechoulam, que documentou o THC, o tetrahidrocanabinol e em seguida o sistema endocanabinoide.


Este Sistema, é um conjunto de receptores e enzimas, espalhados pelo corpo, que permite a comunicação e coordenação entre as células e os processos do corpóreos.


Quando os receptores são estimulados através do óleo de CBD, diversos mecanismos fisiológicos ocorrem, interagindo entre si. 


O Sistema endocanabinoide humano, tem como propósito a estabilização do ambiente interno, independente das variações externas: A homeostase.  


É o responsável por regular, entre outros, esses processos fisiológicos: apetite, dor, inflamação, termorregulação, pressão intraocular, sensação, controle muscular, equilíbrio de energia, metabolismo, qualidade do sono, resposta a estresse, motivação/recompensa, humor e memória.


Foram identificados dois receptores canabinoides:

CB1, que se encontra predominantemente no sistema nervoso, tecido conjuntivo, gônadas, glândulas e órgãos e 

CB2 encontrados no sistema imunológico e estruturas. 

Algumas células contêm tanto receptores CB1 e CB2, ligados a  funções diferentes.


Embora o corpo, fabrique seu próprio canabinoide, este pode ser suplementado através de fitocanabinoides exógenos, encontrados na Maconha ou Cannabis, que ajudará na modulação do corpo.


O Canabidiol interage com o sistema endocanabinoide através do receptor CB2, atuando como agente regulador das seguintes  reações fisiológicas: Apetite, Dor, Inflamação, Termorregulação, Pressão intraocular, Controle muscular, Equilíbrio de energia, Metabolismo, Qualidade do sono, Resposta a estresse, Motivação/recompensa e Humor e memória.


Encontrada nas plantas do gênero Cannabis, principalmente nas espécies sativa e indica, quando ingerido, interage no sistema endocanabinoide, atuando de forma mimética aos endocanabinoides naturais do organismo. Seu efeito difere do THC por não causar efeito psicoativo e não diminuir a atividade neuronal.


O óleo de CBD é o resultado do processo de extração do canabidiol, que varia de concentração dependendo da espécie utilizada. E utilizado como panacéia, nos mais variados fins, desde terapêuticos até estéticos.


Atualmente, diversos estudos clínicos, relacionam o sistema endocanabinoide e a Cannabis para fins medicinais no tratamento  de alguns distúrbios tais como: Doença de Parkinson, Alzheimer, Esclerose múltipla, Autismo, Ansiedade, Artrite reumatoide, Artrose, Câncer, Dependência química, Depressão, Dermatites,   Acne e psoríase, Diabetes, Doenças gastrointestinais, Dor neuropática, Dores de cabeça, Endometriose, Enxaqueca, Epilepsia, Esclerose múltipla, Fibromialgia, Glaucoma, Insônia, HIV, Lesões musculares, Obesidade, Osteoporose, Paralisia cerebral, Síndrome de Tourette, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Doenças veterinárias.


Isto confirma o trabalho em sinergia do Sistema Endocanabinoide e o Canabidiol, promovendo a homeostase, o bem estar e qualidade de vida.





OLÁ! IREI ME APRESENTAR: SOU A MACONHA!


Olá, 

Irei me apresentar, sou a MACONHA e contarei minha trajetória:


Sou uma terapia antiga, conforme Malcher e Sidarta, eles afirmam que o homem primitivo experimentava todas as partes das plantas que pudesse mastigar, de forma que os brotos e as inflorescências, ricas em resinas aromáticas e pequenos frutos oleosos deveriam lhe parecer especialmente atraentes. Inclusive a ingestão dos princípios psicotrópicos, abundantes na resina, transformavam a refeição numa experiência inesquecível. 


Os efeitos mentais da maconha teriam representado um mergulho profundo em uma realidade completamente fora desta, produzindo intensas sensações místicas. Assim, em algum momento longínquo do passado, mais do que uma fonte de fibras, alimentos e óleo, variedades da Cannabis ricas em resina (maconha) provavelmente, passaram a ser usadas para atingir a comunhão com o mundo sobrenatural. 


Em 2006, foi encontrada na divisa entre China, Mongólia e Rússia a tumba de um xamã. Com ele enterraram uma cesta de couro contendo um farto suprimento de brotos e inflorescências de maconha que, devido ao frio, ainda preservavam um alto teor de canabinóides. Para os xamãs propriedades psicotrópicas e medicinais dos mais diversos princípios da natureza, inclusive a maconha, eram sagradas e constituíam valiosas ferramentas farmacológicas, necessárias ao oficio diário de diminuir as dores do corpo e dialogar com as diferentes dimensões da consciência. 


Mesmo desprovidos de metodologia cientifica, esses curandeiros foram pioneiros na descoberta de fármacos e no teste de suas aplicações, fornecendo fundamentais contribuições à medicina tradicional chinesa. 


De fato, a mais antiga farmacopéia do mundo, o Pen-ts’ao ching, escrita no primeiro  século após Cristo, contém detalhada lista dos princípios medicinais oriundos dos reinos mineral, animal e vegetal. Muitos destes fármacos tiveram suas propriedades psicofarmacológicas e medicinais confirmadas pelos testes da ciência moderna. Entre estes, está a maconha, indicada para o tratamento de dor reumática, constipação, problemas femininos associados à menstruação, beribéri, gota, malária e falta de concentração. 

O ápice foi-o quando Hua T ́o (110-207 a.C.), o fundador da cirurgia chinesa, passou a utilizá-la como anestésico misturando-a ao vinho. 


No Oriente, os efeitos da Cannbis foram mais explorados. A antiga medicina persa, estabeleceu os efeitos bifásicos da maconha, mencionando que, quando doses altas são usadas, os efeitos estimulantes iniciais, tais como euforia, estímulo da imaginação, aumento do apetite e da libido, podem ser gradualmente substituídos por melancolia, perca de peso, perda de apetite sexual. Na região da antiga Mesopotâmia, antes da era cristã, a maconha já era empregada por suas propriedades farmacológicas. Documentos arqueológicos indicam a utilização da maconha para desfazer feitiços, tratar inchaços, ferimentos, depressão, impotência, artrite, cálculo renal e enxaqueca menstrual. 


A alusão mais antiga às propriedades psicotrópicas do bhang aparece no Atharva Veda (Ciência dos Encantamentos), escrito  entre 2000 e 1400 a.C. O livro reconhece a propriedade que a maconha tem de aliviar a ansiedade. E a reconhece como uma das cinco ervas sagradas do Hinduísmo, fonte de alegria, regozijo e liberdade, conforme  Malcher e Ribeiro.


Sushruta, médico do século VI a.C., escreveu sobre a medicina indiana antiga, o Sushruta Samhita, no qual menciona que a maconha estimula o apetite, a digestão e a libido, além de ser diurético e inibir a produção de muco nas vias respiratórias. Na medicina indiana, a noção de desobstrução e facilitação do movimento dos fluidos estendia-se também ao funcionamento da mente, onde tais propriedades serviriam para facilitar o fluxo das idéias, aumentando a imaginação.


Para Malcher e Ribeiro, o Tibete é uma das poucas regiões onde ainda se encontram grandes quantidades de maconha em seu estado silvestre, seu cultivo faz parte da tradição e é utilizada como remédio no tratamento de ulcerações, feridas de difícil cicatrização, estimulante sexual, contra o reumatismo,  inflamações de ouvido, agente anticonvulsivo e antiespasmódico, em casos de epilepsia e tétano, inclusive no tratamento do gado. 


Com a ocupação britânica da Índia, no século XIX, que a Europa veio a tomar contato com as propriedades medicinais da maconha. 


O médico irlandês William Brook aprendeu sobre a maconha com os médicos indianos, e impressionou-se com o uso no tratamento de reumatismo e das convulsões causadas por tétano e raiva. 


O psiquiatra francês Jacques, em viagem à Índia, vislumbrou a possibilidade de aplicação da maconha no tratamento de distúrbios mentais. 


Quando divulgaram seus estudos, o impacto foi grande na medicina européia, no tratamento dos sintomas de doenças infecciosas como raiva, tétano e cólera. 


O uso da maconha na medicina ocidental espalhou pela Europa e Estados Unidos nas primeiras décadas do século XX, surgindo remédios à base de maconha produzida por laboratórios farmacêuticos, sendo recomendados pelos médicos para os mais variados problemas, incluindo: enxaqueca, dor de dente, cólicas menstruais, hemorragia menstrual, pós-parto, risco de aborto, úlcera gástrica, indigestão, inflamação crônica, reumatismo, eczema, estímulo do apetite, tratamento de anorexia, doenças exaustivas, disenteria, insônia, depressão, ansiedade, delirium tremens (crise de abstinência de álcool), epilepsia, convulsões e espasmos causados por tétano e raiva, febre alta, tremor senil, tumores cerebrais, tiques nervosos, neuralgia, vertigem, tosse, formigamento e dormência causados por gota, bócio, palpitação cardíaca, frigidez feminina e impotência sexual. 


Em paralelo, a indústria farmacêutica desenvolvia vacinas e antibióticos contra doenças infecciosas, além de novos remédios com indicações mais específicas, que passaram a ser de maior interesse do que aqueles com efeitos múltiplos, conforme a maconha. Nos Estados Unidos, o declínio do uso médico da maconha se deu sobretudo a partir de 1939, quando as autoridades norte-americanas impuseram taxas de valores proibitivos para médicos que prescrevessem remédios contendo maconha.


Conforme Malcher e Ribeiro, em 1941, a maconha saía das páginas da farmacopéia norte-americana para figurar nas páginas policiais, sob grande influência da indústria farmacêutica para viabilizar seus novos produtos.


O interesse médico, científico e farmacêutico pela maconha e seus derivados retorna de forma pungente a partir dos anos 1990, com a descoberta do sistema endocanabinóide.